quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

The 76ers experience

Thaddeus Young, um dos destaques dos 76ers

   Aproveitei a rodada de ontem para assistir a uma das maiores surpresas da temporada até agora: o Philadelphia 76ers, que até aquele momento era o vice-líder do leste, e 3o geral da liga. Acredito que ninguém imaginaria que, com 13 jogos disputados (ou seja, 20% da temporada), os 76ers estariam nessa posição.

    O jogo de ontem era em casa, onde estavam invictos, contra os também surpreendentes Denver Nuggets, reformulando depois da saída de vocês-sabem-quem.

    E foi uma partidaça: emoção o tempo inteiro, mesmo Philadelphia estando sem seu bom pivô Spencer Hawes. O primeiro quarto foi todo do time da casa, que parecia bem mais elétrico e ativo do que os Nuggets. Contando com um arremesso calibrado, o time abriu vantagem.

   Porém, no segundo quarto, os Nuggets voltaram com tudo, e conseguiram, aproveitando-se da vantagem que Nenê tinha no garrafão, ampliar o marcador. O garrafão dos 76ers não tinham resposta para o pivô brasileiro, e o jogo de transição, especialidade de Philadelphia, também parou de funcionar. Com isso, foram os de Denver que passaram a frente, e assim foram para os vestiários.

Nenê teve uma ótima atuação ontem com 20 pontos e 14 rebotes

   Na segunda etapa, Denver continuava dominando, e o único que parou o Nenê foi ele próprio, cometendo algumas faltas bobas, obrigando George Karl a tirá-lo com 4 faltas. Com isso, Philadelphia voltou a crescer no placar, com ótimas atuações de Evan Turner e Thaddeus Young. Aliás, os 76ers têm um ótimo banco, que mantém o nível de jogo dos titulares, sem grandes problemas. Nesse momento, quem também começou a se destacar foi Andre Iguodala, um dos mais experientes da equipe, junto com Elton Brand. Iguodala ficou a uma assistência de um triple-double ontem.

   No quarto final os 76ers encostaram de vez no placar, tirando uma boa diferença, e o ginásio pegou fogo. Tudo que Turner e Young faziam dava certo. A resposta dos Nuggets vinha, ou de Nenê, ou de Andre Miller.

   O fim do jogo foi todo de Miller. Assim como a prorrogação. O veterano de 35 anos e 10 meses dominou a parte final da partida: arremessou 6 dos últimos 7 lances dos Nuggets, acertando 4 deles. Na prorrogação, os 2 últimos arremessos de Denver foram dele. Terminou a partida com 28 pontos, 10 assistências, 8 rebotes e 2 roubos de bola. No final, vitória dos Nuggets por 108 x 104.

Andre Miller foi o grande destaque do jogo de ontem

   Foi a primeira derrota em casa de Philadelphia, mas deu gosto de ver como jogaram. Seu jogo de transição é bonito de ver, e Iguodala funciona como um "mentor" para a garotada. Embora não tão vistoso, Denver também jogou bem e conseguiu a vitória, com seu estilo de jogo de garrafão e bolas de 3. George Karl é um grande técnico, tem o time na mão, e sabe mexer bem de acordo com a situação de jogo.

   São dois times que podem ir longe, se conseguirem suprir suas carências: do lado do Denver, falta um talento a mais pra decidir (não dá pra contar toda noite com o veterano Miller, ainda mais com o calendário super apertado - e Nenê não é constante). Por parte dos 76ers, falta experiência em quadra, e o comando do Doug Collins talvez não seja suficiente para dar estabilidade à moçada.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

All-Star Game



Bom, mesmo com o lockout que tivemos, que resultou numa temporada curta, ainda assim teremos um All-Star Weekend. Dessa vez será em Orlando, que já havia sediado o evento em 1992 . Só pra se ter uma idéia, naquela época o leste foi representado por Isiah Thomas, Michael Jordan, Scottie Pippen, Charles Barkley e Patrick Ewing, e esse timaço levou uma surra do oeste de Magic Johnson, Clyde Drexler, Chris Mullin, Karl Malone e David Robinson, outro timaço. Magic Johnson foi o MVP e o cestinha da partida.

Confesso que nos anos 90 eu curtia mais o All-Star Game. Houve uma época nos anos 2000 que ele ficou um jogo burocrático (na minha opinião), onde ninguém marcava ninguém, jogadores pediam pra ir pro banco, e só um ou outro jogava com vontade. Depois, no final da década, os duelos voltaram a ser intensos, com disposição, e o jogo voltou a ter atração, pelo menos pra mim.

A votação desse ano já está aberta (qualquer um pode votar nesse endereço), e as primeiras parciais já foram divulgadas:

Leste: Rose, Wade, James, Anthony e Howard

Oeste: Paul, Bryant, Durant, Griffin e Bynum


E estão todos liderando por muito. Talvez o jogador que esteja menos folgado é o Griffin, que poderia ser ultrapassado pelo Nowitzki.

Na época do evento, voltaremos pra falar sobre recordes e curiosidades, além do jogo em si (e das outras atrações), claro.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Corrida pro MVP - Edição 1/2012

Se o Lebron levar o troféu de MVP, ele terá quantos em casa?


    Essa é a parte em que o "Pula 2" faz uma homenagem (e uma cópia descarada) à coluna "Race 2 to the MVP", do site da NBA. Ano passado já fizemos essas colunas duas vezes (é só consultar o mês de abril ali na seção "Arquivo do Blog".

   Explicando pra quem não conhece a coluna: a NBA faz uma lista, ou ranking, semanalmente, onde lista os 10 melhores jogadores na opinião de um colunista fixo, e dá suas estatísticas e pareceres sobre a temporada daquele jogador. Aqui no "Pula 2" fazemos o mesmo: no fundo, não passa de uma brincadeira pra falar da temporada daqueles que estão se destacando. Ah, e a nossa coluna não é semanal, é mais espaçada, mas tentaremos não deixar passar muito tempo entre as edições, ok?


   Isso posto, vamos à primeira edição 2012 da "Corrida pro MVP":


10) Kevin Love (Minnesota Timberwolves) - 26.1 ppg - 14.9 rpg - 1.7 apg - 0.7 bpg - 1.0 spg
Posição no +/-: - (fora dos 25 primeiros)

Posição do time: 12o no Oeste

Apesar da má colocação dos Timberwolves, não dá pra deixar Love de fora dessa lista. O power-forward está jogando muita bola nesse início de temporada, e podemos imaginá-lo facilmente no All-Star Game em Orlando.


9) Andre Miller (Denver Nuggets) - 11.3 ppg - 3.5 rpg - 6.3 apg - 0.4 bpg - 1.5 spg
Posição no +/-: 2o
Posição do time: 5o no Oeste

Na boa campanha que fazem os Nuggets, podemos considerar Miller como a cola que une o time vindo do banco. Sua presença em quadra faz toda a diferença para o time, como mostra sua posição no +/-.


8) Blake Griffin (Los Angeles Clippers) - 25.2 ppg - 9.6 rpg - 2.6 apg - 0.2 bpg - 1.2 spg

Posição no +/-: - (fora dos 25 primeiros)
Posição do time: 4o no Oeste


Mais uma boa temporada de Griffin, agora com ajuda real (Chris Paul). Até onde podem ir os Clippers? No que depender dessa dupla, bem longe.



7) Rajon Rondo (Boston Celtics) - 14.8 ppg - 5.1 rpg - 10.5 apg - 0.0 bpg - 1.8 spg
Posição no +/-: - (fora dos 25 primeiros)

Posição do time: 9o no Leste


Apesar do fraco começo dos Celtics, Rondo continua jogando em alto nível. Talvez queira mostrar pros dirigentes de Boston que ele merece mais consideração do que ser oferecido por aí.



6) Kevin Durant (Oklahoma City Thunder) - 26.1 ppg - 6.1 rpg - 3.3 apg - 1.1 bpg - 1.0 spg
Posição no +/-: - (fora dos 25 primeiros)

Posição do time: 1o no Oeste


Mais um jogador do Oeste. Não é surpresa pra ninguém que o Durant esteja fazendo uma ótima temporada. Pra muita gente, Oklahoma é o favorito para levar o Oeste.



5) Kobe Bryant (Los Angeles Lakers) - 27.8 ppg - 6.2 rpg - 5.8 apg - 0.3 bpg - 0.9 spg
Posição no +/-: - (fora dos 25 primeiros)

Posição do time: 7o no Oeste

Quando as pessoas pensam que o Black Mamba está diminuindo o ritmo, ficando velho, ele vem com um início de temporada fantástico. Ainda mais levando-se em consideração a mais nova da coleção de contusões: o pulso direito. Mas ainda vai precisar de uma ajuda dos companheiros para melhorar a posição da equipe.


4) Chris Paul (Los Angeles Clippers) - 16.4 ppg - 2.4 rpg - 9.8 apg - 0.0 bpg - 2.6 spg
Posição no +/-: - (fora dos 25 primeiros)

Posição do time: 4o no Oeste

O jogador mais comentado nesse início de temporada graças à sua mudança para os Clippers está fazendo valer a fama: lidera a liga em roubo de bola, e é terceiro em assistências.

3) Dwight Howard (Orlando Magic) - 20.3 ppg - 15.9 rpg - 2.1 apg - 2.6 bpg - 1.6 spg
Posição no +/-: - (fora dos 25 primeiros)

Posição do time: 6o no Leste

Se Paul foi o jogador mais comentado, D12 deve ter sido o segundo. Lakers, Nets, Rockets, entre outros, já mostraram interesse no pivô, que se torna free-agent no ano que vem. Enquanto fica em Orlando, vai tendo mais uma temporada espetacular.

2) Derrick Rose (Chicago Bulls) - 20.9 ppg - 3.6 rpg - 8.8 apg - 0.6 bpg - 0.9 spg
Posição no +/-: 3o

Posição do time: 2o no Leste

Nada mais esperado que o atual MVP esteja tendo mais uma temporada excelente. Além de levar os Bulls ao 2o lugar do Leste, seus números também falam por si.

1) Lebron James (Miami Heat) - 29.9 ppg - 7.7 rpg - 7.4 apg - 0.9 bpg - 2.0 spg
Posição no +/-: 5o

Posição do time: 1o no Leste (e na liga toda)

A temporada não poderia começar melhor para Lebron James. Não só o Heat tem a melhor campanha geral, como ele é o cestinha da liga, com uma temporada arrasadora. Parece que Miami vem pronto pra se vingar da perda do título na temporada passada.






terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Não temos mais invictos (resumo da rodada)

    Caíram ontem os dois últimos invictos da temporada: o Miami Heat e o Oklahoma City Thunder. Ambos estavam 5-0 quando sofreram a primeira derrota, o que mostra um equilíbrio na liga. Ano passado, e também no anterior, equipes chegavam invictas quase à décima rodada.

    Mas não foram apenas os líderes que perderam: a rodada de ontem teve várias surpresas. Dos 10 jogos, 7 foram ganhos por times com campanha inferior. Vamos aos destaques da rodada:



Wizards 92 x Boston 100: os Wizards continuam sem vitórias (0-5), apesar dos esforços de Wall, McGee e Blatche. A partida foi bastante disputada, com os Celtics (3-3) conseguindo a vitória apenas no final do último quarto. Pierce, Allen e Rondo foram os destaques. A saída para os Wizards é manter a calma na temporada, dar experiência aos jovens, e pegar uma pick boa no próximo ano. Nessa partida, estiveram melhores que os oponentes em turnovers, roubos e tocos, e iguais em rebotes.



Pacers 108 x Nets 94: os Pacers continuam sua ótima campanha (5-1), assumindo o segundo lugar da conferência leste. Destaque na partida de ontem para George, perfeito da linha de 3 (5 de 5). Cinco jogadores de Indiana passaram dos 10 pontos, e a equipe esteve muito bem da linha de três. Granger também se destacou, com 15 pontos, 6 rebotes, 3 assistências, 2 roubos e 2 tocos. Já os Nets (1-5), que tanto disseram que iriam melhorar bastante o elenco com várias contratações de nome, não cumpriram o prometido: a não ser que consigam trazer Howard, provavelmente perderão sua única estrela, Williams, que aliás foi o cestinha do jogo de ontem (22 pontos, somando a 8 assistências).



Raptors 90 x 85 Knicks: depois daquela vitória dramática no "Opening Day", os Knicks (2-3) mostram que ainda não possuem uma equipe pronta. Depende muito do Anthony ainda, que ontem arremessou 31 vezes, além de cobrar 8 lances livres. Mesmo sem Stoudemire, com problema de tornozelo, é complicado ganhar com um jogador só chutando 40% das bolas. Já os Raptors (2-3), um time sem estrelas, está fazendo o que se espera dele, e deve lutar pela 8a vaga nos playoffs. Bargnani e DeRozan foram os destaques do jogo de ontem, com 21 pontos cada.



Hawks 100 x 92 Heat: os Hawks, com uma forte defesa, conseguiram derrubar os invictos de Miami. Com isso, a equipe subiu para 3o na conferência oeste. Não esperava um início tão bom de Atlanta, que tem mostrado uma certa instabilidade nos últimos anos, e acabou surpreendendo nos playoffs passados ao eliminar o Magic. Ontem, fizeram uma excelente partida, com destaques para Joe Johnson, Horford e McGrady, que fez 11 pontos no último quarto, acertando 2 importantes bolas de três. No Heat, o destaque foi, mais uma vez, Lebron James. Wade não conseguia acertar seus arremessos, e ficou mais na distribuição de jogo (teve 10 assistências). Battier e Cole, o novato-maravilha de Miami, contribuíram do banco. O Heat (5-1) ainda lidera a conferência.



Magic 78 x 89 Pistons: mais uma grande surpresa da noite passada. O time do Magic (4-2) buscava a ponta da tabela, e foi surpreendido pelos Pistons, que tinham apenas uma vitória na temporada. Com Howard numa noite apagada, aparentando cansaço (e saindo por estouro de faltas), e o resto do Magic com a mira descalibrada, foi fácil para os Pistons (2-3) saírem com a vitória. Ben Gordon foi o dono do jogo, com 26 pontos, 6 assistências e 3 rebotes. Supresa: alguém aí ainda acreditava no Gordon a essa altura?



Spurs 96 x 106 Timberwolves: eu disse que foi uma noite de surpresas, não disse? Os Spurs (3-2) sucumbiram perante os Timberwolves, provavelmente ainda animados pela primeira vitória na temporada recém-alcançada. Com excelente performance de Love (pra variar - jogando muito essa temporada), e boa ajuda de Ridnour, os de Minnesota (2-3) conseguiram uma vitória até tranquila. É mais um time que deve dar experiência aos mais jovens e tentar um bom pick pra próxima temporada. Entre os Spurs, Duncan, Parker e Jefferson foram os destaques. A nota triste foi que Ginobili quebrou um osso da mão esquerda no 2o quarto, e não tem ainda previsão de retorno.




Thunder 87 x Mavericks 100: finalizo a rodada com outra grande surpresa: os atuais campeões, Mavericks (2-4) fazem um péssimo início de temporada, e derrotam os invictos Thunder (5-1). Nowitzki, pra variar, foi o melhor dos Dallas, com 26 pontos e 6 rebotes. Kidd, Marion e Terry também ajudaram. Odom é que parece realmente não se acertar em sua nova casa. Estariam os atuais campeões recuperando a forma? No Thunder, os de sempre se destacaram: Durant e Westbrook. Mas o time não esteve tão calibrado quanto os Mavericks (48% contra 40%), além de um baixo aproveitamento da linha de 3 (26%), e acabaram cedendo seu primeiro jogo. Ainda assim, lideram a conferência oeste, e parecem estar em ótima forma.

   Noite movimentada, temporada movimentada. Próximo post, falaremos sobre os destaque da temporada até agora, na nossa "Corrida pro MVP".

domingo, 25 de dezembro de 2011

Que Natal é esse?



    Terminou agora o 3o jogo da temporada, no Staple Center. Foi o jogo do meio desse "openning day", que também é "christmas day". E que dia, amigos!


    Jogo 1:
    Começou com um jogaço entre o renovado time dos Knicks, com sua terceira estrela (Tyson Chandler) se juntando à Carmelo Anthony e Amare Stoudemire, enfrentando os veteranos de Boston, sem uma de suas três estrelas (Paul Pierce), contundido. E com um Rajon Rondo magoado pela forma como os dirigentes do clube o andaram oferecendo por aí, depois de várias temporadas de alto nível, inclusive a última, espetacular. Lamentável, simplesmente lamentável.

   E não que o Rondo chamou a responsabilidade pra si? Enquanto o time de Nova Iorque partia pra cima de Boston, tomando controle do jogo, apenas Rondo aparecia entre os verdes. E Carmelo e cia. abriam vantagem, e apenas Rondo (e Brandon Bass, vindo do banco) conseguiam manter o Boston ainda com uma distância alcançável.


   O clima era de festa no Madison Square Garden no primeiro tempo, e dava a impressão de que seria um jogo fácil. Mas eis que na segunda etapa o Boston aperta (e acerta) a marcação, e começa a tirar a diferença. Até que vira o jogo, em uma atuação espetacular do seu armador. Rondo terminou a partida com 31 pontos / 13 assistências / 5 rebotes / 5 roubos de bola. Parecia querer provar seu valor, inclusive naquilo que mais lhe criticavam: arremessos de média e longa distância. Ficou a 1 ponto do seu career-high em pontos.

   No meio do 4o quarto, com os Celtics já na frente, os Knicks pareciam perdidos em quadra. Foi quando Carmelo Anthony resolveu colocar a bola embaixo do braço e resolver o jogo. Foi tirando a diferença que o Boston abriu, até virar a partida, fazendo 17 pontos no último quarto. Terminou a partida com 37 pontos / 8 rebotes / 3 assistências. Jogo emocionante até a bola final, nas mãos de Kevin Garnett, que erra o buzzer-beater. Final, Knicks 106, Celtics 104.


   Derrota sofrido pra Boston, mas que mostra que o time ainda tem muito a dar, ainda mais com o retorno de seu principal pontuador. Vitória emocionante para os Knicks, que ainda tem muitos pontos a acertar em sua defesa.


   Jogo 2:
   Na segunda partida do dia, uma revanche da final do ano passado: o Miami Heat, reforçado de Shane Battier, visitou o Dallas Mavericks, que perdeu alguns jogadores importantes da campanha do título, e estreava Lamar Odom (mais um magoado - esse com os Lakers). Foi a festa do banner de campeão, com Mark Cuban levando o troféu, etc.

   Mas quem fez a festa mesmo foi o Miami Heat. Muito mais focado, entrosado, a fim de jogo, os vice-campeões da NBA dominaram a partida desde que a bola subiu. Dominaram rebotes, tiveram aproveitamento maior, pareciam muito mais a fim de jogo. Com isso, chegaram a abrir 35 pontos de vantagem. Isso mesmo, 35 pontos em cima dos atuais campeões.

   Nada dava certo pro Mavericks. Nem Dirk Nowitzki estava bem. Haywood, substituindo Tyson Chander, não se acertou em quadra, e Vince Carter também não esteve bem. O time parecia bem apático. Lamar Odom, quando entrou, teve uma recepção calorosa; mas teve uma péssima partida, com baixo aproveitamento, nervoso, e, após 13 minutos de jogo, foi ejetado com 2 faltas técnicas. Que estréia!
 

   No final das contas, quando a partida já estava decidida, os reservas até conseguiram trazer a diferença para 11 pontos, deixando um pouco menos feio o massacre. Lebron James foi o astro do jogo, com 37 pontos / 10 rebotes / 6 assistências. Placar final: Miami Heat 105, Dallas Mavericks 94.

   Não dá pra avaliar nenhum dos times por essa partida, mas vemos que o Miami está com a mesma atitude de partir-pra-cima-se-jogando-em-todas-as-bolas que vimos em alguns momentos da última temporada. Dallas tem muito pra acertar, a pré-temporada curtíssima foi muito ruim pra eles, que mexeram bastante no elenco.


   Jogo 3:
   E o jogo recém-encerrado, os Bulls visitando os Lakers. Bulls de equipe bem formada, apenas reforçada com a chegada de Richard Hamilton pra auxiliar Derrick Rose. Já os Lakers, um tanto ou quanto bagunçados (sem Lamar Odom, trocado por feijões, e sem Bynum, suspenso pela agressão falta cometida no último jogo dos Lakers ano passado, o da lavada contra os Mavs). Dois jogadores estreavam na equipe inicial angelina: Josh McRoberts e Devin Ebanks. Além dos dois, Troy Murphy e Andrew Goudelock estreariam vindo do banco.

    Muita gente imaginava uma vitória fácil dos Bulls, visto a situação atual dos times. Na verdade, o jogo foi equilibradíssimo, com as equipes se alternando na liderança do marcador. No começo do jogo, Gasol e Noah se destacaram; depois, as estrelas apareceram, Bryant e Rose.


    E não só as estrelas: Luol Deng foi importantíssimo na marcação de Kobe, e também no ataque; McRoberts e Murphy surgiram bem na defesa, pegando bons rebotes.

    A partida começou a se definir na metade do 4o quarto, quando os Lakers, através de World Peace (pois é...) abriram 10 pontos de vantagem, faltando 4 minutos para o fim do jogo. Os Bulls foram buscar,  os Lakers conseguiram perder 4 free-throws  faltando um pouco mais de um minuto para o fim; mas depois de uma jogada excepcional de Kobe Bryant, os Lakers abriram 6 pontos, diferença que seguiu até faltarem 45 segundos para acabar o jogo.

    O clima já era de vitória, tanto da torcida quanto dos jogadores. Os próprios jogadores de Chicago pareciam estar aceitando a derrota. Mas, graças a alguns turnovers de Los Angeles e ao excelente poder de reação de Chicago, os Bulls viraram o marcador, fazendo 7 pontos consecutivos e fechando o jogo. A bola final foi pras mãos de Kobe, que foi bloqueado no arremesso no garrafão. Bryant terminou a partida com 28 pontos / 7 rebotes / 6 assistências. Rose, autor dos 2 pontos que deram a vitória aos Bulls, terminou com 22 pontos e 5 assistências.


   Derrota sofrida para os Lakers, que estiveram com a vitória nas mãos. Porém, a atuação da equipe dá esperança aos torcedores, que viram as novas peças jogando bem, apesar de algum desentrosamento, especialmente no ataque. Defensivamente, a equipe se portou bem. Vitória emocionante para os Bulls, que jogando fora de casa conseguiram seu objetivo. Porém, apagões como o do 3o e início de 4o quarto não poderão ocorrer, especialmente contra os times top da liga.

    Enfim, ainda é o primeiro jogo de cada equipe, e o desentrosamento ficou claro em vários momentos dos jogos. O que vale é que temos nossa liga de volta, e já começamos com pelo menos 2 jogaços decididos no último lance. Seja bem-vinda de volta, NBA! :)

Quem melhor se reforçou?



    Na beira do início de uma nova temporada, e com uma temporada de free-agents mais curta, é hora de ver quem melhor se preparou até agora para mais um ano de disputas. Obviamente, tudo não passa de chutômetro, afinal quantas vezes vemos um time que no papel parece excelente, mas na prática não consegue nem passar da primeira rodada dos playoffs? Ou um time no qual ninguém confiava, e acaba chegando na final da conferência? Se você discorda da nossa lista, ou tem algo a acrescentar, fique à vontade: é pra isso que o Pula 2 está aqui.

   Enfim, deixando o papo de lado, vamos aos times que melhor se reforçaram para a temporada 2011-2012 até aqui:


1) Los Angeles Clippers: não teve contratação mais impactante do que a de Chris Paul. Mas, como considerar "impactante" se até agora só foram realizados 2 jogos de pré-temporada pelo time? Bom, foram 2 vitórias sobre os Lakers, mas mesmo assim foram jogos "amistosos". A questão é que a contratação foi muito maior do que a melhora da equipe em quadra.

   A visão de todos (público, outros jogadores, imprensa) mudou muito em relação aos Clippers com essa contratação, somada à temporada espetacular de Blake Griffin no ano passado. Isso significa mais dinheiro para o clube, mais mídia (mais jogos transmitidos, season-tickets, camisetas e outros produtos vendidos), mais respeito por parte dos jogadores (que já não acham absurdo jogar nos Clippers), etc. etc. Pode ser uma guinada na história da franquia, se bem conduzida pelos seus managers.

   Além disso, é uma baita aquisição para uma equipe ter um armador do calibre de Chris Paul, com certeza um dos 3 melhores da liga, e ainda jovem. A equipe foi reforçada ainda com a chegada de um Chauncey Billups motivado para mostrar que ainda tem basquete, depois de dispensado pelos Knicks. Conseguiu ainda o campeão pelos Mavericks Caron Butler, e renovou com o jovem e bom pivô DeAndre Jordan.



   Das 3 perdas da equipe (Eric Gordon, Chris Kaman e Al-Farouq Aminu), a de Gordon é a mais sentida. Mas, para se obter um jogador como Chris Paul (ainda mais com David Stern atrapalhando tudo) é preciso ceder. No lugar dele jogará o Billups, que se adapta bem na função 2 com seu ótimo arremesso de 3. No lugar de Kaman, Jordan, além do reboteiro Reggie Evans vindo do banco. Aminu ainda era uma promessa, pouco aproveitado.


2) New York Knicks: a equipe de Nova Iorque está decidida a encerrar o jejum de 10 anos sem vencer sequer uma partida em playoffs. E esse pode ser o ano, com um maior entrosamento entre Amare Stoudemire e Carmelo Anthony, além da contratação de Mike Woodson, especialista em defesa, para auxiliar Mike D'Antoni, especialista em ataque (saudades daquele run-and-gun de Phoenix, com Steve Nash, Leandrinho, Stat...).


   Para melhorar o time, foram contratados Tyson Chandler, Baron Davis e Mike Bibby. O primeiro é, obviamente, a melhor contratação, sendo um dos melhores pivôs da liga, e excelente defensor - calcanhar de Aquiles da equipe. Os dois armadores veteranos foram contratados para suprir a ausência de outro armador veterano, Chauncey Billups. Davis, se estiver bem fisicamente, deve ser o titular. Acredito que ele ainda tem lenha pra queimar, só precisa de motivação: enquanto jogou nos Clippers dando passes para Blake Griffin, funcionou bem. Espero que Carmelo e Stat sejam motivações suficientes para fazê-lo jogar bola.


3) Indiana Pacers: os Pacers precisavam dar uma melhorada na equipe, e com certeza o fizeram. Os acréscimos de David West e George Hill melhoram a equipe, tanto no perímetro quanto no garrafão.


   West é sem dúvida a melhor contratação da offseason do Indiana. Buscado por muitas franquias, quase certo com o Boston, acabou indo parar em Indiana (o que rendeu alguns comentários meio ácidos do normalmente calmo Ray Allen). Deverá formar garrafão com Roy Hibbert, que vem amadurecendo seu jogo. Hill é mais um armador talentoso, pontuador, para participar da rotação atrás de Darren Collison. Com isso, os Pacers podem esperar uma posição melhor do que a 8a posição do Leste na temporada passada.



4) Minnesota Timberwolves: último colocado da temporada anterior, ninguém precisava de reforços tanto quanto os Timberwolves. E conseguiram.


   O mais aguardado é, claro, Ricky Rubio, que muitos imaginavam que jamais fosse vestir o uniforme da franquia. Pois a revelação espanhola veio, e vai comandar a equipe nessa temporada. Chega pra tirar o time da lama, o que não ocorrerá da noite pro dia. Além dele, Derrick Williams, power-forward draftado pela equipe na 2a posição, e o atual campeão J.J. Barea vem pra ajudar nessa reformulação, que pode trazer bons frutos antes do que se espera. Barea deve vir do banco, podendo ganhar a posição caso Luke Ridnour ou Wesley Johnson não estejam bem.




5) Cleveland Cavaliers: o time mais sofrido e torturado da última temporada, graças à saída de Lebron James. A franquia deu sorte no lottery draft, e ficou com duas picks altas. Acabou escolhendo Kyrie Irving e Tristan Thompson, um armador e um power-forward para formarem o futuro da equipe.


   O primeiro, Irving, primeira escolha do draft, tem tudo para ser escolhido calouro do ano, e deve contribuir bem para a equipe, pois tem grande potencial. Só não se pode esperar que seja o salvador da pátria do dia pra noite. A equipe ainda renovou com o experiente Anthony Parker na posição 2, e trouxe o bom Omar Casspi, ala de ótima estatura e bom arremesso.
   Os Cavaliers estão fazendo uma reformulação da forma correta. Esperemos que sua diretoria tenha paciência com a equipe, e continue reformulando gradualmente, sem grandes cobranças.




6) Chicago Bulls: a equipe dos Bulls não precisava de muitos reforços, depois da excelente temporada passada, onde parou apenas na final do Leste, contra o Miami Heat. Talvez o maior desejo dos torcedores seja uma temporada mínima em contusões, especialmente no garrafão da equipe (Carlos Boozer e Joakim Noah).


   Mas, se tinha alguma posição na qual os de Chicago eram fracos, era a posição 2. E nisso eles agiram bem, dispensando Keith Bogans e contratando Richard Hamilton. Rip deve ajudar bastante a equipe, com sua experiência (possui 9 anos de NBA, além de um anel de campeão) e seus bons arremessos. Com isso, Derrick Rose, estrela da equipe, não deve ficar tão sobrecarregado.

   Esses foram os 6 times que melhor contrataram, em nossa opinião. Se você discorda, ou quer acrescentar algum outro, é só comentar por aqui. Toda participação é super bem-vinda. 
  
   Finalizo dando a dica dos perfis dos times feitos pelo pessoal do Jumper Brasil. Vale uma conferida, trabalho muito bem feito, e que serviu de consulta, entre outros, para esse post.

Transmissões



   Pois é, pessoal... chegou o nosso presente de Natal! Começa hoje a temporada 2011-2012 da NBA! Acabaram as novelas de sindicato, comissário, representantes, e etc (na melhor das hipóteses, novela igual só daqui a 10 anos; na pior, em 6 anos).

   Todo mundo já sabe os jogos de hoje, mas não custa repetir:

15h00: Boston Celtics x New York Knicks (transmissão do Space)
17h30: Miami Heat x Dallas Mavericks (transmissão da Sky - canal 130)
20h00: Chicago Bulls x Los Angeles Lakers
23h00: Orlando Magic x Oklahoma City Thunder (transmissão da ESPN)
01h30: Los Angeles Clippers x Golden State Warriors


   Além, é claro, do League Pass (conhecido como LP), que pode ser adquirido no site da NBA. Já adquiri o meu desse ano, assim como fiz no ano passado, e posso dizer que vale muito à pena. Aqui em casa a qualidade de imagem e som foi perfeita, como uma tv (minha internet é de 8 mb, mas eles dizem que a partir de 1 mb já fica bom. Acredito que seja melhor possuir pelo menos 2 mb de conexão).

   Esse ano, os preços do LP estão: 160 dólares pela temporada inteira (incluindo playoffs e as finais) à vista, ou dividido em 5 vezes de 32 dólares. Ou o pacote mais barato, onde você acompanha apenas o seu time de coração durante a temporada regular, mas recebe os playoffs e as finais completas: esse sai por 120 dólares.

   Lembro ainda que o LP estará gratuito até o dia 09/01 (não sei se com a mesma qualidade de som e vídeo - afinal, é muita gente acessando).

   A grande novidade desse ano é a Sky, que terá um pacote de NBA, que passará 3 jogos por dia! Ainda não está divulgado o preço dele, mas sabemos que eles terão 3 canais disponíveis (canais 130 a 132), ou seja, poderão passar até 3 simultâneos.



   Faltando menos de 3 horas para começo da temporada, o Pula 2 deseja a todos um ótimo Natal, com muita NBA, panetones, vinho, etc. etc. :)  Encerramos com um vídeo promocional da NBA do Natal passado, com a Mariah Carey e os jogadores desejando boas festas a todos:





Atualização às 18h35: até agora, o League Pass ainda não está funcionando. Vários blogueiros reclamando pelo twitter, ninguém consegue sequer logar no LP. Péssimo, péssimo... e o dinheiro que se pagou, será restituído? Enfim, vamos ver se mais tarde ou amanhã o serviço volta (ou melhor, começa). Qualquer novidade, aviso aqui.

Atualização às 19h18: e começa a funcionar o League Pass! Acabou a choradeira, todos os jogos disponíveis para assistir! :)