sábado, 20 de abril de 2013

Prévia das séries de sábado


É hoje! O início dos playoffs da temporada 2012-2013! A hora que todo fã da NBA espera!

Nós aqui do Pula 2 preparamos 4 previews, relativos às séries que começam hoje. Amanhã, os previews das outras 4 séries.

Cada colunista ou parceiro do blog escreveu sobre um ou mais jogos hoje. Sem mais delongas, vamos aos confrontos (o time da direita é o que tem a vantagem do mando de quadra):






O confronto Garnett x Anthony é um dos mais esperados nessa série


Boston Celtics x New York Knicks, por Carlos Henrique (@henrique_celtic)

Chegou a hora da verdade! Sábado agora começam os jogos de pós-temporada da NBA. E chegou a hora da verdade para uma das maiores rivalidades da liga:

New York Knicks - Segundo colocado do Leste (Campeão da divisão do Atlântico) - Temporada Regular (54/28)
Boston Celtics - Sétimo colocado do Leste - Temporada Regular (41/40)*

Liderados por Carmelo Anthony, os Knicks vem embalados nessa temporada! As pretensões são grandes, a sede por um título que há tanto tempo não vai para Nova Iorque é enorme, e tentam provar que não vieram a passeio! A franquia tratou de montar não só um time competitivo, mas um elenco com ótimas condições de chegar ao título da liga.

Na temporada regular, o confronto terminou 3-1 para os Knicks.

Já o Boston Celtics vem passando por uma reestruturação na equipe. Sendo assim, é um time que jogará mais na raça e na energia que rege a franquia! Mesmo baleados, os velhos leões demonstram que ainda podem ser a pedra no sapato de muita gente! 

Ao meu ver será uma série muito equilibrada. Marcada de perto pela rivalidade histórica, e pela grande rivalidade recente entre as duas franquias! Não será tarefa fácil para nenhum dos times!

Jogo 1: 20/04, sábado, 16h00, Nova Iorque
Jogo 2: 23/04, terça-feira, 21h00, Nova Iorque
Jogo 3: 26/04, sexta-feira, 21h00, Boston
Jogo 4: 28/04, domingo, 14h00, Boston
Jogo 5: 01/05, quarta-feira, Nova Iorque **
Jogo 6: 03/05, sexta-feira, Boston **
Jogo 7: 05/05, domingo, Nova Iorque **

*Os Celtics tiveram um jogo cancelado devido ao atentados ocorridos recentemente em Boston. 

**Jogos 5, 6 e 7, se necessários.







Curry e Manimal, 2 jovens destaques do confronto



Golden State Warriors x Denver Nuggets, por Arthur Engel (@pula2nba)

Confronto interessante, entre 2 times muito bons de se assistir, com jovens talentos, e que gostam de velocidade. Mas, apesar das 2 equipes gostarem de correr, os estilos são diferentes: os Nuggets são o time que mais pontuou no garrafão na temporada, enquanto os Warriors lideram a liga em aproveitamento da linha de 3.

Falando em linha de 3, temos que falar do Stephen Curry, principal jogador de Golden State, e que quebrou o recorde de mais bolas de 3 convertidas numa temporada, que era do Ray Allen, com 269. O jovem talento dos Warriors converteu 272 (e ele nem jogou as 82 partidas; ficou de fora de 4). Ele passa por uma excelente fase, tendo um jogo quase completo - distribui assistências, rouba bolas... a chave para o sucesso dos Warriors passa totalmente por ele.


Mas a equipe não é só Curry. Klay Thompson também vem tendo uma ótima temporada, e também fez chover bola de 3, foram 211! Ou seja, somando os 2, eles fizeram mais bolas de 3 do que o Mick Jagger, o Pelé e o Mr. Catra fizeram de filhos!

Em termos de armação, o banco dos Warriors ainda conta com o Captain Jack. Opa, não é esse não, é esse aqui! O armador está tendo uma temporada muito boa, e sendo um dos 5 cotados para Sexto Homem do Ano (embora eu ache que o prêmio vai ficar entre J.R. Smith e Jamal Crawford).

No garrafão, o time também conta com os bons talentos de David Lee e Andrew Bogut, responsáveis pelos rebotes e tocos do time. Aliás, falando em rebotes, essa série reúne 2 dos 3 times que mais pegam rebotes na liga (o outro é o Pacers, que lidera).

Pegando rebotes pelos Nuggets temos Kenneth "Manimal" Faried, jovem talento, tendo uma ótima temporada. Ele é dúvida para o jogo de hoje (tornozelo esquerdo), em Denver. Se não puder jogar, será uma perda grande para os donos da casa. Ao seu lado, no garrafão, está Kosta Koufos, também jovem, e atuando bem.

Outra perda, essa já confirmada até o fim da temporada, é a do ala Danilo Gallinari, que operou o joelho esquerdo, e era uma das principais fontes de pontos do time. Porém, o time tem se adaptado bem sem ele.

A principal arma dos Nuggets é mesmo Ty Lawson, mais um jovem talento. O armador tem liderado a equipe em pontos, assistências e roubos. Ou seja, teremos nessa série um duelo espetacular de armadores.



Ty Lawson no drive pra cesta

O principal problema dos Nuggets vai ser como defender as bolas de 3 dos Warriors. Sendo um time tão jovem, os "Andre's" (Iguodala e Miller), que são os experientes da turma, vão ter que guiar bem a molecada. Que aliás, já é muito bem guiada pelo ótimo técnico George Karl, um dos 2 melhores dessa temporada minha opinião (o outro é o Gregg Popovich, claro).

A média de idade do time titular dos Nuggets é de 25, seja com Gallinari, seja com Chandler. Por isso, é importante que Andre Miller, em sua 14a temporada, seja bastante importante, tanto no vestiário, quanto vindo do banco, para passar experiência e tranquilidade para o time. O mesmo vale para o Iguodala.Na temporada regular, a série terminou 3-1 para os Nuggets. A única vitória dos Warriors foi por 1 ponto de diferença, num jogo com final extremamente tumultuado, jogadas sendo revistas várias vezes, cestas anuladas no estouro do cronômetro, etc.

Em termos de ataque e defesa: os Nuggets possuem o melhor ataque da liga, fazendo uma média de 106.1 pontos por jogo. Os Warriors tem o 7o melhor ataque, com 101.2. Já na defesa, os Warriors tem a 19a da liga, enquanto os Nuggets tem a 24a, levando mais pontos até do que os Lakers, Magic e Blazers. Ou seja, tem tudo pra ser uma série com jogos de alto placar, mesmo a gente sabendo que nos playoffs as defesas costumam se fechar mais.


Acredito que a série termine pendendo para o lado dos Nuggets. Não só pelo mando de quadra, mas pelo fato da equipe ter um técnico melhor, e ter demonstrado muito mais estabilidade ao longo da temporada do que os Warriors. Em casa, é um time bem difícil de ser batido, e mostrou isso na streak de 15 vitórias seguidas. Além do quê, ficar em 3o lugar na fortíssima conferência oeste já mostra o poder da equipe.



Jogo 1: 20/04, sábado, 18h30, Denver
Jogo 2: 23/04, terça-feira, 23h30, Denver
Jogo 3: 26/04, sexta-feira, 23h30, Golden State
Jogo 4: 28/04, domingo, 22h30, Golden State
Jogo 5: 30/04, terça-feira, Denver *
Jogo 6: 02/05, quinta-feira, Golden State *
Jogo 7: 04/05, sábado, Denver *


* jogos 5, 6 e 7, se forem necessários







O "muso" da Pâmella, Noah, travará um bom duelo com Brook Lopez


Chicago Bulls x Brooklyn Nets, por Pâmella Lourençon (@plourecon)


E finalmente, aquele momento em que todos os fanáticos por NBA esperavam chegou!! PLAYOFFS, BABE!!

Comentarei a seguir sobre o confronto que particularmente acho um dos mais disputados da conferência leste e, como sabem aqueles que já me conhecem, o que sofrerei mais assistindo! Estou falando de Bulls x Nets, amigos.

O que podemos esperar, duelos entre jogadores, os resultados durante a temporada regular... enfim, dissertarei um pouco sobre esse BAITA confronto que fará parte desses playoffs.

Em seu primeiro ano jogando em Brooklyn, o Nets, depois da mudança de cidade, conseguiu vaga nos playoffs em 4° lugar, para enfrentar, assim os Bulls, que ficaram sem mando de quadra, e com a quinta vaga da conferência.

Durante a temporada regular, os dois times se enfrentaram 4 vezes. Bulls venceram 3 partidas, contra uma vitória dos Nets. 

Foram confrontos bem apertados no placar. O primeiro, que ocorreu no dia 15 de dezembro, o Bulls em casa, ganharam de 83-82. Os destaques foram para os jogadores de defesa de ambos os times. Tanto Noah, quanto Lopez, conseguiram seus doubles-doubles na partida, porém o time do Noah, alcançou a vitória com uma belíssima partida de Luol Deng e Marco Belinelli marcando pontos importantíssimos para o Bulls.

Já na segunda partida, realizada no Barclays Center no dia 1° de fevereiro, o Nets levou a melhor, ganhando a partida por 89-93. Destaque novamente para Brook Lopez com 20 pontos e Wallace com 13 rebotes. Pelo lado do Bulls, Nate Robinson conquistou o double double com 12 pontos e 11 assistências.

O terceiro jogo no United Center, teve vitória do Bulls, 85-96. Mais uma vez, a defesa do Bulls conseguiu melhores resultados que o ataque. Double double para Joakim Noah e 20 pontos, 8 rebotes e 5 roubos para Carlos Boozer. Enquanto, novamente o maior pontuador da partida pelo Nets foi Brook Lopez com 22 pontos.

No dia 4 de abril, o Chicago foi até Brooklyn. E com GRANDE ajuda do Mr. Carlos Boozer (nunca criticado por mim - ha ha ha), venceu o Nets por 92-90. Boozer fazendo 29 pontos e pegando 18 rebotes, Jimmy Butler com double-double (16pts, 10ast), contra os 30 pontos e 10 assistências de Deron Williams e 28 pontos de Brook Lopez.

Pelos resultados e performances dos dois times durante a temporada regular, tenho por mim que podemos apostar em grandes partidas entre as duas equipes. Belos desempenhos das defesas e no ataque, Deron tem números mais favoráveis que Cap. Kirk (18.9 ppg para Deron em 78 jogos disputados contra 7.7 ppg para Hinrich em 60 partidas na temporada regular).

Seria muito interessante assistir os pivôs Joakim Noah e Brook Lopez nessas partidas, mas com uma lesão no pé direito, Noah ainda é dúvida para o primeiro jogo. E assim, Nazr Mohammed ou Carlos Boozer poderão ocupar o lugar do jogador All-Star. 

Outro atleta que vem chamando muito a atenção de todos, é Jimmy Butler. Entrou no lugar de Rip Hamilton, fez bom trabalho. Entrou no lugar do Deng, continuou com excelente aproveitamento. A cada rodada o garoto prova ser capaz de chamar a responsabilidade pra si e ajudar o time do Bulls que foi muito contestado e ignorado por muitos no começo da temporada por ter que suprir a falta do Derrick Rose (que continua sem previsão de volta, blá blá blá).




Com Belinelli, Taj Gibson, MISTER Nate Robinson e outros reforços, os Bulls vem com muita vontade, raça e determinação para passar pelos Nets. Coach Thibs, com sua excelente tática de defesa, também é um grande fator pró-Chicago. 

Não tenho a menor dúvida de que essa série será uma das mais disputadas desses playoffs. Jay-Z, que investiu bons dólares levando a franquia para o Brooklyn, construiu um ginásio bilionário e montou um time com grandes estrelas; agora, terá pela frente um adversário com uma mistura de juventude e experiencia e que, com certeza, fará desse duelo um dos melhores de se assistir.


Jogo 1: 21/04, sábado, 21h00, Brooklyn
Jogo 2: 22/04, segunda-feira, 21h00, Brooklyn
Jogo 3: 25/04, quinta-feira, 21h30, Chicago
Jogo 4: 27/04, sábado, 15h00, Chicago
Jogo 5: 29/04, segunda-feira, Brooklyn *
Jogo 6: 02/05, quinta-feira, Chicago *
Jogo 7: 04/05, sábado, Brooklyn *

* jogos 5, 6 e 7, se forem necessários








Memphis Grizzlies x Los Angeles Clippers, por Carlos Henrique (@henrique_celtic)


Los Angeles Clippers - Quarto colocado do oeste (Campeão da divisão do Pacifíco) - Temporada Regular (56-26)
Memphis Grizzlies - Quinto colocado do oeste - Temporada Regular (56-26)


Hoje às 23h30 (horário de Brasília) teremos o início de umas das melhores séries desse first round dos playoffs. Teremos equilíbrio do começo ao fim. E se a série chegar a sete partidas não será nenhuma surpresa! São duas equipes promissoras, com bons destaques, atléticas e com um excelente jogo de garrafão.

A dupla Marc Gasol e Zach Randolph promete dar muito trabalho para os Clippers, tanto defensiva quanto ofensivamente.  A dupla vem segurando o rojão, literalmente, e mesmo após a perda troca, que levou o astro Rudy Gay para Toronto, eles superaram as expectativas e se mantiveram como uma das forças da conferência oeste! É curioso que, da outra vez recente em que a equipe dos Grizzlies esteve bem, e quase chegaram à final da conferência foi também num período de ausência do Gay, contundido (2010-2011).

E não podemos nos esquecer da insana torcida que sempre lota a arena e fazem muito barulho.



Os Clippers vem embalados, liderados pela maestria e genialidade de Chris Paul, que vem fazendo uma bela temporada e dando enormes esperanças aos torcedores do time californiano. Vem sendo aquele jogador diferenciado que todos nós conhecemos, transformando simples jogadas em highlights incríveis. Sua defesa também melhorou bastante em relação a temporadas anteriores.

Blake Griffin, que depois da primeira temporada incrível teve uma queda de performance, voltou a jogar bem, e a presença de Jamal Crawford vindo do banco dá profundidade a um elenco que já era bom no anterior. Não foi à toa que o time quebrou seu recorde de vitórias em uma só temporada. Agora, o time quer conseguir, pela primeira vez em sua história, chegar à final da conferência.

Falando em Paul e Griffin: será que teremos muitas pontes aéreas nessas partidas?! Lob City! Lob Angeles!



Na temporada regular, os Clippers levaram vantagem, liderando os confrontos em 3-1.

Bem, agora que comecem os jogos. Esperamos que sejam jogos de pontuações bem próximas e decididos nos minutos finais! 

Tudo pelo bem do nosso amado basquetebol!

Jogo 1: 21/04, sábado, 23h30, Los Angeles
Jogo 2: 22/04, segunda-feira, 23h30, Los Angeles
Jogo 3: 25/04, quinta-feira, 22h30, Memphis
Jogo 4: 27/04, sábado, 17h30, Memphis
Jogo 5: 30/04, terça-feira, Los Angeles *
Jogo 6: 03/05, sexta-feira, Memphis *
Jogo 7: 05/05, domingo, Los Angeles *

* jogos 5, 6 e 7, se forem necessários

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Vencedor da promoção de 2 anos do blog!





   Fala, pessoal. Com um pouco de atraso, divulgamos agora o vencedor da nossa promoção de 2 anos!

   Essa já é nossa 3a promoção, 3a camisa oficial sorteada, só que dessa vez também com o calção! É dali direto para as quadras, treinar um pouco, hehehe.

   Mais uma vez, agradeço a participação da galera! Nesses 2 anos, já passamos das 26 mil visitas, dos 700 seguidores no twitter e quase 9 mil curtidores no facebook! Muito obrigado a todo mundo!


    Relembrando: dessa vez, a promoção não foi por sorteio. Era necessário dizer os 8 times que se classificariam em cada conferência, e em qual ordem. Se desse empate, ou seja, 2 pessoas ou mais ficassem em 1o no número de acertos, o vencedor seria aquele que tivesse mandado o e-mail antes.

    Nem precisou de desempate. O vencedor, incrivelmente, acertou 14 das 16 posições, errando apenas as posições de Spurs e Thunder. Ninguém mais acertou tanto. A média de acertos dos participantes ficou entre 7 e 8, mais próxima de 7. Inclusive, 4 pessoas chegaram a acertar apenas 3 posições!


    Bom, chega de suspense, né? O vencedor foi o Marcos Mele, que escolheu o kit do Rajon Rondo! Parabéns, Marcos, entre em contato com a gente (email, facebook ou twitter) enviando seu endereço, com CEP, para podermos enviar seu prêmio!


    Seguem os 4 primeiros colocados, só por curiosidade:

    1) Marcos Mele - 14 acertos
    2) Caio Gasparetto - 12 acertos
    3) Paulo André - 12 acertos (enviou email depois do Caio)
    4) Ivan Manuel - 11 acertos


     Só nos resta agradecer a todo mundo que participou. Mais promoções pintarão aqui no blog, fiquem de olho! E vamos nessa, que hoje já tem playoff, e o League Pass tá liberado no site da NBA nesse sábado e domingo! É pra ninguém perder esse começo de playoff!


As cheerleaders comemoram mais uma promoção do Pula 2

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Novatos e veteranos

Quando a gente se aposentar, a responsa vai estar na sua mão, garoto


   Essa temporada teve, assim como todas as outras, momentos inesquecíveis. Performances memoráveis, dramas indescritíveis, momentos empolgantes, decepcionantes, etc. Ou seja, aquilo que faz a NBA ser tão fantástica, e tão viciante para fãs como nós.

   Outra coisa que quase sempre tem são veteranos nos surpreendendo, tendo atuações de altíssimo nível, tipo All-Star, quando muitos críticos já o consideravam como um "aposentado", jogando quase que de favor. E, por outro lado, também tem sempre aqueles jogadores que, com uma idade tão baixa, já dão show como gente grande, como veterano. Como, digamos assim, nível All-Star.

   Vamos falar desses 2 grupos hoje. Com todo o respeito, primeiro os mais velhos. Vou destacar aqui apenas 3 jogadores. Com isso, deixo de fora Jason Kidd e Pablo Prigioni, veteraníssimos (sendo que o Prigioni também é rookie!), que estão ajudando os Knicks a ter a melhor campanha desde 1996-1997. Deixo também Andre Miller, cujos Nuggets estão fazendo bonito nesses últimos 2 meses; e também Ray Allen, que compõe o time de melhor campanha da liga, o Heat. Além de Paul Pierce e Jason Terry, pelos Celtics... entre outros.

   Representarei todos esses veteranos através de (por ordem de idade): Tim Duncan, Spurs, prestes a completar 37 anos, ainda esse mês; Kevin Garnett, Celtics, 37 anos mês que vem; e Kobe Bryant, Lakers, 35 anos em agosto.

   Os 3 foram, novamente, chamados para o All-Star Game, e justamente. Duncan e Bryant estão fazendo temporadas de estar entre os 10 melhores da liga, o que é incrível considerando a idade deles.
Já Garnett, vem tendo médias por jogo de 14.8 pontos, 7.8 rebotes, 2.3 assistências, 1.1 roubo e 0.9 toco. Estou curioso para ver sua performance nesses playoffs, enfrentando o Knicks, de Carmelo Anthony.


   Tim Duncan vem vivendo uma de suas melhores temporadas dos últimos 5 anos. Média altíssima de tocos (2.7, 3o maior da liga), praticamente um double-double por jogo (17.8 pontos e 9.9 rebotes). Sem contar como tem sido clutch! Field goal % de 47.8 no clutch time, a 4a maior da liga entre os que tentaram pelo menos 60 arremessos. Essa é facilmente a melhor temporada dele nos últimos 4 ou 5 anos.

   E o que dizer de jogadas como essa, pegando rebote e indo coast-to-coast?



   Ou dessas 2 enterradas contra o Lakers, já no quase-encerramento da temporada, com todo o desgaste de quem atuou praticamente em todos os jogos?


   Afinal, o Duncan vai fazer 37 ou 23?


   Kobe Bryant é outro que vem bebendo da fonte da juventude, e vem tendo uma temporada excelente. Em termos de FG%, é uma de suas melhores. Terminou em 3o na lista de cestinhas, atrás apenas de Carmelo Anthony e Kevin Durant. Em assistências, a média de 6.0 por jogo iguala sua melhor marca, de 2004-2005. Além das performances clutch de sempre, sendo o líder em pontos, empatado com Kevin Durant.

  Na recuperação que os Lakers tiveram pós-All-Star Game, ele foi parte fundamental, mudando seu jogo  e criando mais oportunidades para os companheiros.

   Mesmo assim, o 4o quarto é o seu quarto, e pelo menos em 2 partidas ele foi absurdamente clutch: contra os Hornets e contra os Raptors. Abaixo, um vídeo com os momentos finais desse jogo, onde só podemos ficar gratos de ver jogadores como Kobe, Lebron, Durant, Duncan, etc.



 Infelizmente, acabou tendo a pior contusão de sua carreira, no tendão de Aquiles, e deve ficar de 6 a 9 meses fora. Viu as últimas 2 partidas pela TV, e viu seus Lakers conseguirem a classificação na 7a posição.


   Agora, vamos aos "novinhos". A vez da molecada.

   Para representar o futuro da liga, peguei só a galerinha com 23 anos ou menos (então, sem Stephen Curry). O que não falta são atletas jovens que tiveram uma ótima temporada. Falarei de apenas 4, o que faz com que eu deixe de lado jogadores como Brandon Jennings, já em sua 4a temporada nos Bucks, fazendo boa parceria com Monta Ellis; Ricky Rubio, dos Wolves, ainda tão jovem e já encantando a todos com seus passes à la Nash no auge; Kenneth "Manimal" Faried, uma força no garrafão do ótimo Nuggets; Kawhi Leonard, parte importante dos sempre constantes Spurs; Kemba Walker, muito bem nos Bobcats, entre outros...

   Esses e vários outros garotos vão ficar aqui representados por (do mais novo pro mais velho): Kyrie Irving, Cavaliers, que recentemente completou 21 anos; Nikola Vucevic, do Magic, com 22 anos e meio (e o único não-PG dos 4); John Wall, dos Wizards, que em 5 meses completará 23; e Damian Lillard, dos Blazers, que fará 23 em julho, e é o único rookie dos 5.

   Bom, ainda não teve a premiação, mas alguém acha que outro jogador pode vir a receber o prêmio de Rookie of the Year e que não se chame Damian Lillard? Quando muitos diziam que o draft do ano passado era fraco, e que só se salvava o Anthony Davis, veio, na calma, quietinho, Lillard, sendo escolhido apenas na 6a posição, para dominar completamente o cenário entre os rookies. Apostou em esperar para entrar no draft, e se deu muito bem. Suas médias de 19 pontos, 6 assistências e meia, e 3 rebotes, além de 1 roubo, são excelentes para alguém que ainda é rookie, ainda mais em uma equipe que tem outros nomes com prioridade para receber a bola. Sem falar no fato de que ele liderou a liga em minutos jogados! No vídeo abaixo, seus melhores momentos no jogo contra os Warriors, em que fez 37 pontos.



   A expectativa geral de todos é para um futuro muito brilhante para Lillard. E o mesmo se pode dizer de Kyrie Irving, outro armador, que em sua segunda temporada de Cavaliers vem mostrando o quão espetacular seu jogo é.

   Kyrie Irving vem levando o time dos Cavaliers nas costas, e chamando a atenção de toda a liga. Pontua, pega rebote, dá assistência, muito bom no roubo... mas o que mais chama a atenção nesse jovem talento é seu sangue frio. Irving parece ser um daqueles jogadores que foi feito especialmente para os momentos críticos do jogo, especialmente para aquelas situações de decisão, poucos segundos pro fim de jogo, time atrás do placar... como dizia o grande Bill Russell, nessas horas até os craques consagrados das equipes olham pro chão na hora em que o treinador, no círculo, procura pra quem vai armar a última jogada.

    É nessas horas, nesses momentos cruciais, que o jogo de Irving mais aparece. A quantidade de atuações espetaculares no clutch time é incrível. Com apenas 2 temporadas, ele já tem mais momentos desses do que vários veteranos da liga! No vídeo abaixo, podemos ver alguns desses momentos. O último do vídeo, contra os Raptors, nos faz pensar se o sangue do menino não circula a uma temperatura abaixo dos 10 graus...



    Dos 10 jogadores que mais tentaram arremessos em clutch time nessa temporada, ele foi o 2o com melhor média (46.7%), atrás apenas de Tony Parker (47.1%). Sua média é superior, por exemplo, à de Kobe Bryant, Monta Ellis, Kevin Garnett, Kevin Durant e Paul Pierce, só pra ficar entre atletas consagradamente clutch.

    Em termos de show business, merchandising, publicidade, ele também já está mais assediado que a Beyoncé saindo de um hotel num país visitado pela primeira vez. Kyrie Irving é a estrela de uma das propagandas mais espetaculares dos últimos anos, a do #UncleDrew. Se você ainda não viu, pode dar uma pausa na leitura do post, vai assistir. São 4:59 muito bem gastos. Segue o comercial:



   Nikola Vucevic é, provavelmente, o mais low-profile dos novatos cobertos aqui. O power-forward teve pouco aproveitamento em seu primeiro ano na liga, nos 76ers, Coisa que mudou bastante nesse 2o ano, em Orlando. Com isso, é normal que suas médias melhorem, mas na verdade elas foram ao Everest! Com médias aproximadas de 13 pontos, 12 rebotes, 2 assistências, 1 roubo e 1 toco, Vucevic nem parece um jogador de 22 anos, em sua segunda temporada, tendo trocado de clube!

Vucevic torce pro Magic conseguir um bom draft, pq levar o time inteiro cansa

   Vale lembrar também que ele foi o primeiro jogador da franquia a conseguir 30 pontos, 20 rebotes e 5 assistências em uma partida. Preciso lembrar que a franquia dele é a mesma que teve Shaquille O'Neal e Dwight Howard? Numa liga cada vez mais voltada a armadores, onde os PG e SG tem dominado, é muito bom ver jovens que habitam o garrafão (como Vucevic e Kevin Love) mostrando seu talento.

   Pra terminar, falo do John Wall, ou João Paredão, como preferem alguns. O armador já está em sua 3a temporada, e vem melhorando a cada ano. Os turnovers vem diminuindo, e o field goal aumentando. Nessa temporada, Wall jogou pouco mais que a metade dos jogos, devido à contusões. Com isso, seu time, Washington Wizards, passou o primeiro terço da temporada na última colocação, tendo apenas 5 vitórias em 33 partidas. Depois que o armador voltou, a equipe passou para uma campanha de 24-19, antes desse finzinho "draft lottery party", onde o time perdeu os 6 últimos jogos.



Crossover e assistência. That's John Wall

   Mesmo voltando de uma longa contusão, os números de John Wall são incríveis: 18.5 pontos, 7.6 assistências, 4 rebotes e 1.3 roubos. Assim como Vucevic e Irving, Wall também tem boas chances de ter mais uma jovem estrela jogando ao lado dele, pois Magic, Cavaliers e Wizards tem chances de conseguirem um bom draft esse ano.

   Espero que os 4 times dos jovens talentos mencionados aqui saibam fazer boas escolhas, tanto no draft quanto nas contratações, para não termos aquela situação péssima de um ótimo jovem jogador que tem que se matar levando o time nas costas, pois não tem ninguém com quem contar em um elenco fraco.


Nota sobre nossa promoção de 2 anos: já era pra estamos divulgando o vencedor da camisa oficial da NBA e calção, mas ainda estamos na fase de "apuração dos palpites". Provavelmente nessa 6a feira divulgaremos o ganhador!





segunda-feira, 8 de abril de 2013

O Adormecer de gigantes – Parte 1


Antes de começar o texto, vou me apresentar. Sou o “novo” escritor do Pula 2, João Pedro, torcedor do Boston Celtics. “Novo” porquê eu já fui contratado (rs)  há um bom tempo mas só conseguia tempo para dar uma ajuda na página do facebook, sendo assim esse é o meu primeiro texto no blog. Sem mais demora, vamos ao texto.




Resolvi fazer a parte 1 com o time do meu coração. Depois de anos sem muito destaque na NBA (último título tinha sido em 1986), a franquia de Boston adquiriu, na temporada 2007/2008, o MVP Kevin Garnett e o maior chutador de bolas de três (na época ainda não tinha esse título) Ray Allen, que juntos com o eterno celta Paul Pierce formaram o Boston Three Party. Desde que o trio  foi formado, os Celtics sempre ganharam a sua dvisão (Atlantic) e estiveram em todos os playoffs. Em 2008, foram campeões da NBA em cima dos Lakers. Em 2009, cairam para o Orlando Magic de Dwight Howard na semifinal da conferência leste. Em 2010, perderam na final para os Lakers. Em 2011, derrota para o Miami Heat na seminfinal da conferência leste. E na última tempora, mais uma derrota para o Miami Heat, que viria a ser o campeão, em uma série de 7 jogos na final do leste. Poderia ter sido um pouco melhor a história desse time, adicionando um ou dois títulos para a franquia, mas contusões e jogadores não rendendo o esperado em jogos importantes impediram tal feito.

O início do fim: Antes do início dessa temporada, os Celtics perderam o traidor Ray Allen, que aceitou ganhar menos por achar que o Miami Heat teria mais condições de ser campeão do que Boston. Kevin Garnett já está com 36 anos e cada temporada que passa pode ser a sua última. Paul Pierce se encontra em situação parecida, com 35 anos, ainda tem mais uma ou duas temporada para jogar no mesmo nível. É hora de reforma? Na minha opinião é muita sacanagem falta de consideração tentar uma troca usando Paul Pierce. O cara passou a vida inteira jogando em Boston, muitas vezes com um time bem abaixo do da média, e nunca forçou uma troca (bateu o pé por um time competitivo em 2007/2008). Com Kevin Garnett é a mesma coisa. A identificação com a franquia foi imediata e o mesmo já disse que se depender dele, a sua carreira terminará em Boston. Vale lembrar que KG tem uma cláusula em seu contrato em que ele pode bloquear qualquer troca indesejada. De qualquer forma, dois grandes nomes da franquia estão ficando velhos e perto da aposentadoria.




Outro problema é a melhora significativa que os outros times da Atlantic tiveram. Carmelo amadureceu e tem potencial pra levar o time do Knicks a um possível título. Os Nets se reinventaram, sairam de New Jersey para Brooklyn, mudaram uniforme, estão de estádio novo e virou um grande atrativo para free agents. Os 76ers perderam Iguodala, mas em compensação receberam Andrew Bynum (valeu a pena????), Jrue Holyday, Thadeus Young e Evan Turner. Formam um time jovem que, se amadurecer e Bynum se mantiver saudável, pode se tornar uma força na liga. Até os Raptors (really???) melhoraram. Perderam Calderón, mas em troca receberam Rudy Gay. Nessa temporada, Boston provavelmente acabará em terceiro na Atlantic, atrás de Knicks e Nets. Pode não ser o fim do reinado de Boston na Atlantic, mas é certo de que será muito mais complicado se manter no topo.




Existe luz no fim do túnel? Sim, e ela atende pelo nome de Rajon Rondo. Desde que Rondo chegou na liga, nós vemos ele melhorando suas habilidades. Se transformou em um dos melhores, senão o melhor passador da liga, tem aumentado seu FG% em jump shots e seu jogo defensivo no geral. Pontos negativos para ele são: seu temperamento forte e alguns rumores da mídia americana de que é muito difícil treiná-lo.




               É imposível prever o futuro na NBA. Após essa temporada, teremos alguns bons jogadores na free agency (Dwight Howard, Josh Smith, Al Jefferson, Andre Iguodala, Manu Ginobili, Andrew Bynum...) e pode ser que, conseguindo uma liberação na folha salarial (leia-se: aposentaria do Garnett), os Celtics possam investir em algum desses free agents que, junto com Rajon Rondo, teriam a missão de prosseguir com o bom momento da franquia.

                Pra terminar deixo o link da cerimônia do título de 2008 para os saudosistas e semana que vem ou antes (assim espero) colocarei a parte 2. Abraços.



segunda-feira, 25 de março de 2013

Denver e sua sequência (encerrada)

Ty Lawson, um dos principais motivos da streak dos Nuggets

Já tivemos / temos 3 sequências de vitória muito boas nessa temporada. A primeira, pra quem não lembra, foi aquela dos Clippers, de 17 vitórias consecutivas. Começou em 28 de novembro, com uma vitória sobre os Timberwolves, e terminou em 1o de janeiro, numa derrota para os Denver Nuggets.

A segunda, e que ainda está em vigor, é a do Miami Heat. Já são 27 vitórias seguidas, e agora pegam os Bulls em Chicago. Essa sequência começou dia 03 de fevereiro, contra os Raptors, e sabe-se lá quando termina.

A terceira streak terminou hoje. Foi a do Denver Nuggets, que conheceu sua primeira derrota depois de 15 vitórias, incrivelmente para o New Orleans Hornets, desfalcados de Eric Gordon e Greivis Vasquez. Foi a maior sequência da história da franquia e, assim como a de Miami, veio na hora certa, fazendo com que a equipe entre cheia de respeito nos playoffs. A sequência começou em 23 de fevereiro, contra os Bobcats, durando pouco mais de 1 mês.

Nessa sequência, os Nuggets enfrentaram vários times de respeito, como Thunder (uma vitória em Denver, e outra em Oklahoma), Hawks, Clippers, Knicks, Grizzlies e Bulls. Ao todo, foram 9 vitórias em casa, e 6 fora.

A sequência não é tão espantosa quanto a do Heat, claro, mas 15 vitórias seguidas impressiona sim. Basta lembrar que, dos outros 29 times da liga, 15 nunca tiveram uma sequência dessa proporção. 

E, ao contrário do Heat, a força dos Nuggets é o conjunto. O técnico George Karl conseguiu montar bem a equipe, e não tem um jogador que se destaque. Lawson, Galinari, Faried, Iguodala, Miller, e até o Koufos tem jogado bem. 

Kenneth "Manimal" Faried

Nesse período, os Nuggets tiveram 2 back-to-backs; as vitórias mais apertadas foram em cima dos 76ers (101x100) e Bulls (119x118), na prorrogação; as maiores vitórias foram em cima de Timberwolves e Knicks (23 pontos de diferença); quando a sequência começou, os Nuggets tinham campanha de 34-22, e agora é 49-23.

Ainda durante a sequência, os Nuggets tiveram:

- o 2o melhor ataque da competição (109.1 pontos por jogo);
- a 2a melhor média de field goals (50.0%);
- a 2a equipe que mais dá assistências (25.9);
- a 9a que mais pega rebotes (44.2);
- a 1a em roubos de bola (11.2);
- a 2a em tocos (6.9);

Agora, o desafio da equipe é tentar voltar à 3a posição que adquiriu durante a streak, e que perdeu com essa derrota de hoje. A disputa é grande e muito boa, com Clippers e Grizzlies.

Se tem uma coisa que essa sequência mostrou sobre os Nuggets é que eles aprenderam a jogar fora de casa. Na primeira metade do campeonato, a equipe se caracterizava por ser um time que ia muito bem em casa, e muito mal fora. Obviamente, isso mudou, e o time tem conseguido repetir o bom desempenho também na casa do adversário.

Comemorando a streak, as cheerleaders ficam "paradas na esquina"

domingo, 17 de março de 2013

Miami Heat e sua sequência

Quem vai parar o Heat?


Muito se tem falado sobre a sequência de vitórias (streak, como chamam os gringos) do Miami Heat. Depois dessa vitória de hoje sobre os Raptors (108 x 91), o time atingiu 22 vitórias conseguidas.

Como todo mundo já deve ter lido, tal feito só foi repetido 2 vezes na história da liga: pelo Houston Rockets, em 2008 (e a streak deles terminou em 22 mesmo), e pelo Los Angeles Lakers, em 1971-1972. Essa, aliás, é até hoje a maior da história, com 33 vitórias consecutivas.

Sendo apenas a 3a vez que um time atinge isso, em quase 67 anos de liga, já é prova suficiente do caráter histórico do feito. Se vencerem os Celtics nessa 2a feira, chegarão a 23, algo que só tinha acontecido uma vez.

Achei curioso ter visto algumas pessoas na internet minimizando o feito, dizendo que 13 dos 22 eram times com retrospecto negativo, e apenas 9 tinham retrospecto positivo. Não vejo como isso poderia "diminuir" proeza, afinal:

- times abaixo de .500 não vencem? Os Wizards, por exemplo, estão abaixo, mas estão 18-14 desde que Wall voltou. Já venceram, sem John Wall, o Thunder e 2 vezes o próprio Heat; depois do retorno do armador, venceram Hawks, Nuggets (em Denver e em Washington), Bulls, Clippers, Knicks, Nets...    Os Mavs estão abaixo de .500, mas estão 9-5 nos últimos 14 jogos. Blazers estão 6-4.

- é a primeira vez que um time, numa série de 22 jogos, enfrenta 13 abaixo de .500? Claro que não, acontece o tempo todo! Os Spurs, por exemplo, líderes do Oeste e segunda melhor campanha: os últimos 22 jogos deles foram 16 foram contra times abaixo de .500, e nem por isso o time está 22-0. Está 17-5, o que é formidável! 22-0 é muito difícil de fazer!

- repito: em quase 67 anos de liga, isso só aconteceu 2 outras vezes!! Se fosse fácil, teria acontecido umas 20 ou 30.

- times espetaculares, como os Bulls de Jordan, Pippen e cia nunca conseguiram chegar a 20 seguidas. Nem o time de 95-96, que terminou 72-10, conseguiu isso; o timaço de Bill Russell nos Celtics, que ganhou 11 títulos em 13 anos, nunca conseguiu isso.


Lebron James, fortíssimo candidato a MVP da temporada




Então, pode-se encerrar o lamento de que não foi um feito tão grande assim ganhar 22 seguidas. Vamos a alguns detalhes da série:

- a sequência começou no dia 03/02, contra os mesmos Raptors (antigo time de Chris Bosh) que eles acabaram de vencer.

- a sequência teve 4 back-to-backs, sendo que 2 deles foram em 5 dias.

- Clippers, Knicks, Grizzlies e Pacers foram alguns dos times melhores colocados durante a streak. Tiveram ainda 2 jogos complicadíssimos, contra times que estão com péssima temporada: Kings (2 prorrogações) e Magic (cesta da virada de Lebron James nos últimos segundos).

- Quando a sequência começou, o Heat tinha campanha de 29-14. Agora é 51-14.

- A última derrota do time foi para os Pacers, em 01/02/2013. A última derrota em casa foi em 04/01/2013, para os Bulls. Aliás, essa derrota é a única do time em Miami desde 12/12/2012!

- As maiores diferenças de ponto foram de 23 contra os Hawks, 22 contra os Clippers, e 19 contra Bulls e 76ers.

- Os outros 2 times que conseguiram tal sequência tiveram destinos bem diferentes: os Rockets foram eliminados na primeira rodada dos playoffs, perdendo de 4-2 para o Jazz. Já os Lakers, sagraram-se campeões em 1971-1972.


Médias do Big 3 durante a streak de vitórias:

Lebron James: 26.4 pts, 8.0 rbt, 7.4 ast, 1.8 stl - FG%: 57.3 (1 triple-double e 11 double-doubles)

Dwyane Wade: 23.9 pts, 5.7 rbt, 5.8 ast, 2.6 stl, 1.0 blk - FG%: 54.7

Chris Bosh: 16.7 pts, 5.9 rbt, 1.3 stl, 1.4 blk - FG%: 54.6 (4 double-doubles)


As cheerleaders de "El Heat" só tem razões para comemorar


E a partir de agora? Até onde essa sequência pode ir? Tem um grande teste agora, contra os Celtics (a série contra eles está empatada, 1x1), em Boston, em mais um back-to-back. Se passar desse jogo, tem uma boa chance de ampliar bastante a lista, pois pegará os 4 últimos colocados do Leste, nenhum em back-to-back. Poderia, então, enfrentar os Bulls, em Chicago, com uma streak de 27 vitórias.

Agora é esperar o grande jogo contra os Celtics, nessa 2a feira. Curiosamente, o jogo cai na mesma data, 18 de março, na qual os Celtics quebraram a sequência de 22 vitórias dos Rockets, em 2008. Ou seja, o jogo cai no aniversário de 5 anos daquela quebra de streak. E aí, quem vence a partida?


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domingo, 3 de março de 2013

Mando de quadra

The Palace of Auburn Hills: nos playoffs de 2004, Pistons jogaram mais fora que aqui


Hoje, queria colocar em discussão a questão da importância do mando de quadra nos playoffs. O consenso geral é de que o mando de quadra é importantíssimo, pelos diversos fatores: jogar numa  quadra conhecida, com toda a torcida a seu favor, e tal... ou seja, "em casa". Concordo com isso.

Pra trazer mais dados para essa análise vamos ver como tem sido os playoffs nos últimos anos (ou seja, desde 99 pra cá, ou depois da era "Jordan no Bulls").

De lá pra cá, foram realizadas 210 séries de playoffs. Dessas, 89 terminaram com 5 ou 7 jogos, e 121 terminaram no jogo 4 ou 6. Ou seja, aproximadamente 42,4% das séries terminam no jogo 5 ou 7, e 57,6% acabam no jogo 4 ou 6.

Ora, as que acabam no jogo 4 ou 6 não têm diferença de mando de quadra. São 2 (ou 3) em cada quadra, e pronto. A diferença acontece nas séries que terminam no jogo 5 ou 7, e que são a minoria (42,4%).

E dessas 89 séries nas quais o mando de quadra foi diferenciado (uma equipe jogou mais em casa do que a outra), em 69 o time com mais jogos em casa saiu vitorioso.

Resumindo: de 210 séries, 89 terminaram com alguma equipe tendo mais jogos em casa que a outra. E, em 69, a equipe com mais jogos em casa venceu a série. Ou seja, em 69 das 210 séries, podemos dizer que houve algum proveito da equipe com vantagem no mando. Isso representa aproximadamente 32,9% dos casos. Ou seja, em pouco menos de 1/3 dos casos, o mando de quadra possivelmente ajudou.

Além disso, vamos ver como foi a trajetória dos campeões nessas 14 temporadas:

- em 5 oportunidades, o campeão teve mando de quadra nos 4 confrontos (Spurs em 99, Lakers em 2000, Celtics em 2008, Lakers em 2009 e 2010);

- em 5 temporadas, o campeão teve mando de quadra em 3 das 4 (Lakers em 2001, Spurs em 2003, 2005 e 2007 e Heat em 2012);

- em 2, teve mando de quadra em 2 (Heat em 2006 e Mavericks em 2011);

- e em 2 temporadas (Lakers em 2002, e Pistons em 2004), os campeões só tiveram mando de quadra em 1 confronto, na primeira rodada do playoff;


Na maior parte das vezes, o campeão tinha mais mandos de quadra do que não; o que parece óbvio, pois normalmente os melhores times da temporada vão muito bem na regular, garantindo mando nos playoffs. Mas percebam que em apenas 5 das 14 temporadas o campeão teve mando em todos os confrontos! Em 9 vezes ele teve que se virar em pelo menos 1 confronto sem mando.


Na temporada atual, podemos ver alguns times que concentram suas vitórias em casa, indo mal quando jogam fora; e também os que conseguem jogar bem também fora dos seus domínios. Segue:


Bulls, um time que joga melhor fora


Times cujo rendimento em casa é parecido com o rendimento fora:

Chicago Bulls
Milwaukee Bucks
Orlando Magic
Charlotte Bobcats
New Orleans Hornets
Brooklyn Nets

Inclusive, os Bulls tem um rendimento melhor quando joga fora do que em seus domínios.


Nuggets: boa campanha, mas só em casa


Times cujo rendimento em casa é muito superior ao rendimento fora:

Denver Nuggets
Utah Jazz
Portland Trail Blazers
Sacramento Kings
Boston Celtics
Philadelphia 76ers

Os Nuggets são bastante dependentes de sua arena. São quase imbatíveis em casa, mas muito mal quando saem.

Ou seja, tem mais uma variável na história, que é o desempenho da equipe nas 2 situações. Algumas equipes parecem saber jogar na casa do adversário, outras não.

Concluindo: é claro que é bom jogar em sua própria quadra, ter mando, decidir junto à sua torcida. Porém, não é um fator tão cruciante como às vezes a gente lê ou ouve por aí. Análise de adversário, saber corrigir os erros de uma partida para a seguinte, ou seja, preparação correta tem muito mais a ver do que a localização do jogo.


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